A diabetes nos gatos
A diabetes pode afetar seu gato! Descubra os sinais, tratamentos e como prevenir essa doença para manter seu pet saudável.

Muitos podem não saber, mas os gatos também sofrem de diabetes, doença tão comum entre nós humanos. E assim como acontece conosco, um animal diabético requer todos os cuidados para que a sua qualidade de vida não seja tão prejudicada.
O animal precisará de tratamentos constante e ser acompanhado por um veterinário com regularidade, além de, em muitos casos, haver a necessidade de aplicações diárias de injeção de insulina. O caso dos felinos obesos é ainda mais grave, e o tutor precisará estar atento e tomar medidas que visem não piorar ainda mais a saúde do animal.
Mas você conhece a fundo essa condição? Sabe o que fazer caso o seu bichinho desenvolva essa patologia? Vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre essa grave doença dos felinos.
Índice de assuntos
Como a doença age?
A diabetes, cientificamente conhecida como Diabetes mellitus, é uma anormalidade de metabolismo que pode gerar hiperglicemia, ou seja, o aumento significativo de açúcar no sangue.
As principais causas da diabetes são:
- Obesidade;
- Autoimune;
- Dietas calóricas;
- Falta de atividade física;
Embora não exista uma regra específica para isso, a diabetes costuma acometer felinos a partir dos 8 anos de idade, quando o animal já está entrando na fase senil.
O quadro pode ser controlado se for detectado ainda em seus estágios iniciais, mas caso isso não aconteça, a qualidade de vida do animal sofrerá enormes prejuízos.
O organismo do felino funciona da seguinte maneira: depois de se alimentar, a glicose é liberada na corrente sanguínea do animal. Um hormônio chamado insulina é liberado pelo pâncreas assim que as células desse órgão detectam a presença da glicose. A insulina, então, transforma a glicose em energia.
E o que a diabetes ocasiona? A doença age impedindo que o pâncreas funcione corretamente. Com o mal funcionamento do órgão, a produção de insulina fica comprometida, causando insuficiência do hormônio.
Sem o catalisador para a conversão em energia, a glicose fica acumulada na corrente sanguínea e na urina do animal. Com isso, o felino tende a urinar com mais frequência, o que pode levar à desidratação do animal.
São dois os tipos de diabetes felinas: no tipo 1, o animal não produz qualquer insulina e todas as células betas pancreáticas são destruídas; o tipo 2 acomete os felinos em sua maior parte de forma hereditária, gerando uma queda do acúmulo de proteína no pâncreas.

Quais os principais sintomas da diabetes felina?
A diabetes é uma doença que pode acometer qualquer felino, independentemente da idade e de ser ou não obeso. No caso dos que estão acima do peso, a atenção deve ser maior porque o tecido adiposo do corpo do animal provoca resistência à insulina, favorecendo o desenvolvimento da doença.
Portanto, é imprescindível que o tutor esteja atento aos seguintes sintomas:
- O animal passa a beber mais água que o habitual;
- Ele passa a urinar com maior frequência;
- Comendo mais;
- Emagrecimento.
Qual o tratamento e as formas de prevenção da doença?
A primeira medida quando o tutor recebe o diagnóstico de que o seu felino desenvolveu diabetes é pensar em como irá cuidar da alimentação dele. Uma alimentação restringida é essencial para que a doença seja mantida sob controle. Existem rações próprias para felinos nessa condição, além de as rações úmidas também ajudarem no processo.
Outra medida são as injeções de insulina para o controle glicêmico. O veterinário irá orientar o tutor sobre como aplicar as injeções e com qual frequência isso deverá ser feito.
Quando tratada corretamente, a diabetes felina pode ser curada e o animal ficará totalmente recuperado. Embora alguns bichanos precisem passar o resto da vida sob observação e cuidados, alguns deles conseguem fazer com que a doença regrida em até três meses.
A principal forma de prevenir a doença é estimular o seu animal a fazer atividades físicas e gastar bastante energia. Além de evitar a obesidade, evita também que o bichano entre em um estado de sedentarismo, o que contribui bastante para o desenvolvimento da diabetes.
O cuidado com a alimentação também é bastante importante. Invista em rações de boa qualidade, de preferência Premium ou Super Premium. Além disso, leve o seu animal ao veterinário com frequência para que ele faça os check-ups com regularidade. Quanto maior o seu cuidado, maior a possibilidade de descobrir a doença em seus estágios iniciais.